sábado, 8 de outubro de 2011

Cara/Caro Colega,

Atravessamos momentos difíceis.

À crise da Justiça – velha de anos mas que alguns, teimosamente, persistiam em negar - juntou-se agora uma profunda crise financeira, económica e social cujos efeitos, mercê da globalização mas também do egoísmo- se potenciam e amplificam.

A Justiça está hoje inerte, descredibilizada.

A Profissão, ameaçada.

As pontes foram cortadas.

Os Cidadãos olham a Justiça com desconfiança.

Os Advogados vêem-se cada vez mais isolados.

É neste contexto que os Advogados reúnem o seu VII Congresso.

Um Congresso que tardou, mas urge.

Aí, democraticamente, vamos tomar uma parte do futuro nas nossas mãos.

O futuro será também aquilo que nós soubermos e quisermos fazer.

As opções a tomar não são, de todo, indiferentes.

Prosseguir num rumo de permanente afrontamento e desconfiança, de fricção e cisão internas - as mais das vezes artificialmente criadas e alimentadas - e de constante ataque a todos os demais como método de actuação ou, em alternativa, privilegiar um diálogo firme e rigoroso, assente no conhecimento da realidade, onde nos possamos fazer ouvir e respeitar?

Qual o papel do Advogado na sociedade em geral e, em definitivo, na cena judiciária? Qual o modelo de apoio judiciário que melhor serve os interesses dos Cidadãos e da Advocacia?

Quem pode ser Advogado? Quem pode ser dirigente da Ordem? Qual o papel das Delegações?

Que importância e que eficácia queremos que tenham os orgãos da Deontologia – expressão cimeira da nossa auto-regulação e da nossa independência - e que acrescidos meios lhes devem ser disponibilizados?

Que novos desafios e horizontes profissionais se podem rasgar para os Advogados, em especial para os que agora chegam à Profissão?

Como assegurar na prática uma efectiva igualdade de género na nossa Profissão?

Que tipos de apoio podem esperar os Advogados mais antigos da sua Ordem?  Dito de outra forma, que solidariedade lhes devemos prestar a todos, caros Colegas?

Como colocar a Justiça ao serviço dos Cidadãos e das empresas? Como converter o Direito e a Justiça em motor de desenvolvimento harmonioso da sociedade? Como assegurar a gestão efectiva e eficiente de um sistema de Justiça depauperado que, objectivamente, e em função das suas próprias ineficiências afasta os clientes dos nossos escritórios, por já não acreditarem nele?

É tudo isto que importa debater e é sobre estes importantes temas que urge tomar posição no nosso Congresso.

A Lista A é uma lista plural e equilibrada.

A Lista A integra Colegas de todas as idades e géneros, representativos das mais diversas formas de exercício da Profissão, aliando experiência e juventude, prudência e inconformismo, capazes de um novo e criativo olhar sobre a Justiça, o Direito, a sociedade e a Advocacia, nela convergindo Advogados que exercem ou exerceram os mais diversos cargos na Ordem e seus Institutos - e para os quais foram eleitos pelos seus pares - mas também Colegas que, não tendo (ainda) tal experiência de vida, entenderam que era tempo de intervir na discussão e resolução dos assuntos que nos dizem respeito a todos.

Exortamos todos os Advogados a votar e a participar, a apresentar teses e comunicações ao nosso Congresso e, bem assim, a dar a mais alargada divulgação a esta mensagem junto dos Colegas por mail, permitindo-nos recordar que os votos por correspondência deverão chegar impreterivelmente até ao próximo dia 14 de Outubro (sexta-feira) ao seu destino (com a assinatura da declaração de voto devidamente reconhecida conforme se refere na correspondência eleitoral que estarão a receber por estes dias).

Cara/caro Colega: vote na Lista A!

Com os melhores cumprimentos e a mais elevada estima,

de todos os Colegas que integram a Lista A.